terça-feira, 18 de dezembro de 2012

 Um projeto de simplicidade e alegria.
Uma cancão que reúne poesia, ambiguidade e muita particularidade.

Marcelo Saldanha - Só Seria (part. Ana Santos)





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Inquietude


Não há paradigma que não se desfaça
Quando a pura adrenalina corre as veias
E as veias correm sangue que bombeia um coração de amor
Amor não por um ou outra
Amor pela vida
Por estar preso a um destino duvidoso
E liberto das grades da rotina
Pronto a arremessar-se no voo mais sólido
Com destino ao céu, apenas.
Curva-se o medo e devaneio
Atrase o relógio eternamente
O tempo é apenas acaso
Somos donos da natureza humana
Humanizamos o cinza que escrevo.
Existe pulsar interrupto em nossa cadeia
Não há nó que não se desprenda
Quando cérebro toma seu tento
Tentamos apenas manter certos freios
Quando os pedestres ultrapassam anseios
Há razão nas expectativas
E expectativas no coração
Cabe ao generoso dia que se encarregue
Nos carregue sobre as vitórias
E nos sustente sobre todas as perdas
O meu e o seu destino são ruas
Sinais vermelhos apenas nos freiam
Quando é necessário observar movimentos
O verde que salta a nossa espreita
È livre e provoca essa teia
Que nos envolve sobre um mundo incerteza
Amarelo-me de tudo que não cabe ao peito
E vamos que o dia é curto
Interrupto e cheio.
Ultrapassamos veículos secos
Nos perdemos ao seu equilíbrio imperfeito
Caminhamos, cantamos, sedemos
E assim nos lançamos a cada ensejo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Ousaria

Se ousasse-me um pedido..
Digo que voltaria como bicho solto, que voa mais alto apenas por bater mais forte as asas e não por desfazer-se das asas do adversário, afinal nunca quis adversário e não vejo adversidade.
Eu tenho um sonho e vejo apenas vento.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Permaneça vivo
Sentimento oblíquo
Os meus sentidos lhe dedico
Ultrapasse a prisão das lentes
Do finito particular, abdico
Pulando a janela
Através dos versos que vos digo
Sonho
Em quanto carne acredito
E só lhe peço, fique
Arrebente esta grade
Até que a morte nos separe
Ou não.

sábado, 6 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ajoelha e chora
derrama a dor oblíqua
da alma que implora
pela salvação e sina
não sabe onde esconde
vontade, paixão sincera
então recolhe a dor a instituição
que só não é financeira na ilusão
compra o medo, o segredo, o receio
a inteligência e imaginação
esconde por suas paredes
mistérios do caos e vão
percebe na fé mercado
explora fatia imensa
domina o corpo, a mente e o
inconsciente
estende sua posse ao possuído
e mantém parceiros no infinito
CUIDADO!
que a Igreja engole
e na má digestão cospe
seu vomito escurece o mundo
e o mundo já não suporta
a santidade de quem não erra
ou entende não proceder
por enxergar no erro seu insucesso
pois antes de se entregar
vem retroceder
chega desse domínio
erro religioso
domínio inconsequente
perdão descrente da vida
amarras do tempo
tempo dos gritos a ìdolos
idolos donos de vontades
e pecados que cometemos no arrependimento
ignorância
prisão sem grades
erro de entendimento
ou entendimento de não se ver
Deus me livre e guarde de você!



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Agora..
Passou,
Deixou, olhou, sorriu, partiu, sangrou,
Vivi.
Trajetória das saudades que cabem no peito que viveu folias acompanhadas de seres que se vão sem ir.
Quantas chances se acolhem juntamente ao tempo rasteiro de uma despedida difícil.
Somos valorizados no que não esta mais presente e presenteamos aquilo que ainda não existe.
Dedicamos nosso tempo as lembranças justas e incalculadas e perdemos o melhor que pode existir.
O presente é uma bomba prestes a explodir, e nós pólvora a espreita de sobressair.
Não sei exatamente porque saudar o que já não vive aqui.
Sei que cabe em cada um que me ultrapassa a face, uma saudade.
Seja só sorrir, ou só de partir.
Ainda entendo que há lembrança no amanhã e no que ficou,
Sem ir.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

escute-me
entregue-se
faço-te, uma preçe
suplico-lhe
receba-me
me esqueço, e me entrego
encontre-me
perco-me
seguro a sua mão
solte-se
segure-me
estou na contramão
abraça-me
prenda-me
não vejo solução
beije-me
esqueça o fim
seu mal a mim é solução
é tarde sim
sente-se aqui
perceba o sol na direção
sou seu assim
até o sim
que cabe em minhas mãos.


terça-feira, 25 de setembro de 2012


Me entrego ao calor dos dizeres no pé do ouvido, 
A sintonia mais que entusiasta de uma nota entre os dedos, 
A sensação trazida pelo ar de um aroma bem tratado 
A caricia que enaltece a pele com salto dos poros
 
Ao oceano dos olhos que me rodeiam na busca desnecessária dos caminhos 
Pelos quais me guio e me perco.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nosso país é infinito no carnaval e trabalha sobre risos, na mídia, economia, cultura e política, colhendo ilimitadamente a desordem do seu sorriso constante.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Costumo não me prender as datas
Confundem
Me passam despercebidas
Acredito no que hoje acontece
No que lembro de outras épocas
O que pretendo lembrar
ou simplesmente não quero esquecer
Afinal
As características singulares
Não precisam ser datas, dias ou comemorações
Precisam de uma tarde
Outrora de uma conversa jogada
Uma pedra, um lago
Uma cerveja na mesa
Uma onda que vem
O vento que vai
E a saudade que se resguarda
Nestes acasos
Desenhos do tempo
Faz com que a recordação
Seja ao momento
Um novo aniversário.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

domingo, 15 de janeiro de 2012


(...)Olho bem para certeza findar um norte
      Pois perdi meu sono quando lhe perdi
      E quando lhe tinha era assim
      Afinal, perder é minha sorte.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Meu amigo, em sua felicidade serei sorriso, em sua tristeza serei a lágrima que secará.