segunda-feira, 10 de setembro de 2012


Costumo não me prender as datas
Confundem
Me passam despercebidas
Acredito no que hoje acontece
No que lembro de outras épocas
O que pretendo lembrar
ou simplesmente não quero esquecer
Afinal
As características singulares
Não precisam ser datas, dias ou comemorações
Precisam de uma tarde
Outrora de uma conversa jogada
Uma pedra, um lago
Uma cerveja na mesa
Uma onda que vem
O vento que vai
E a saudade que se resguarda
Nestes acasos
Desenhos do tempo
Faz com que a recordação
Seja ao momento
Um novo aniversário.

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