sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Inquietude


Não há paradigma que não se desfaça
Quando a pura adrenalina corre as veias
E as veias correm sangue que bombeia um coração de amor
Amor não por um ou outra
Amor pela vida
Por estar preso a um destino duvidoso
E liberto das grades da rotina
Pronto a arremessar-se no voo mais sólido
Com destino ao céu, apenas.
Curva-se o medo e devaneio
Atrase o relógio eternamente
O tempo é apenas acaso
Somos donos da natureza humana
Humanizamos o cinza que escrevo.
Existe pulsar interrupto em nossa cadeia
Não há nó que não se desprenda
Quando cérebro toma seu tento
Tentamos apenas manter certos freios
Quando os pedestres ultrapassam anseios
Há razão nas expectativas
E expectativas no coração
Cabe ao generoso dia que se encarregue
Nos carregue sobre as vitórias
E nos sustente sobre todas as perdas
O meu e o seu destino são ruas
Sinais vermelhos apenas nos freiam
Quando é necessário observar movimentos
O verde que salta a nossa espreita
È livre e provoca essa teia
Que nos envolve sobre um mundo incerteza
Amarelo-me de tudo que não cabe ao peito
E vamos que o dia é curto
Interrupto e cheio.
Ultrapassamos veículos secos
Nos perdemos ao seu equilíbrio imperfeito
Caminhamos, cantamos, sedemos
E assim nos lançamos a cada ensejo.

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