Não há
paradigma que não se desfaça
Quando a
pura adrenalina corre as veias
E as veias
correm sangue que bombeia um coração de amor
Amor não
por um ou outra
Amor pela
vida
Por estar
preso a um destino duvidoso
E liberto
das grades da rotina
Pronto a
arremessar-se no voo mais sólido
Com destino
ao céu, apenas.
Curva-se o
medo e devaneio
Atrase o
relógio eternamente
O tempo é
apenas acaso
Somos donos
da natureza humana
Humanizamos
o cinza que escrevo.
Existe
pulsar interrupto em nossa cadeia
Não há nó
que não se desprenda
Quando
cérebro toma seu tento
Tentamos
apenas manter certos freios
Quando os
pedestres ultrapassam anseios
Há razão
nas expectativas
E
expectativas no coração
Cabe ao
generoso dia que se encarregue
Nos
carregue sobre as vitórias
E nos
sustente sobre todas as perdas
O meu e o
seu destino são ruas
Sinais
vermelhos apenas nos freiam
Quando é
necessário observar movimentos
O verde que
salta a nossa espreita
È livre e
provoca essa teia
Que nos
envolve sobre um mundo incerteza
Amarelo-me
de tudo que não cabe ao peito
E vamos que
o dia é curto
Interrupto
e cheio.
Ultrapassamos
veículos secos
Nos
perdemos ao seu equilíbrio imperfeito
Caminhamos,
cantamos, sedemos
E assim nos
lançamos a cada ensejo.