segunda-feira, 17 de outubro de 2011

cada qual, frio, em seu canto só

É meu caro, somos agora você e eu, sim, sozinhos neste breu que prende os olhos a um brilho falso, uma mera ilusão de vida e felicidade, uma história que não é nossa, crença que se desfaz com a desatenção alheia, falta que acontece vez em sempre, só aqui somos o que queríamos ser, cara e coroa, uma coroa velha, de amadurecimento esquecido. É..só hoje sei que as rugas são a perda que tive de todo o tempo em que escolhi a luz da tela à luz da lua. Foi assim, apenas dois, você e eu, aparelho desumano, não tem braços, boca, nem ao menos calor, com essa ligação fria, sem troca, somos agora dois, cada qual frio só, em seu canto só.

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