domingo, 23 de outubro de 2011

Percebe como tudo muda, quando pequeno eu arrumava as coisas na mesa, tinha uma bela maleta lustrada, colocava papéis ali em seu interior e carregava com um orgulho, sonhando em ter uma grande empresa, uma vida grande, um dinheiro grande. Hoje eu carrego uma maleta cheia de papéis que tiram meu sono, dinheiro que pareçe não render, e uma vida vazia. Só o que eu quero é uma mudança a mais, uma maleta com um violão dentro, dinheiro apenas para sobreviver e uma vida humilde, sem carros, empresas, apenas, a certeza do sol se por ao amanhecer.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tu te amarras em teu ego, e o que sobra desta corda, derruba teus anseios.

Carros quebrados

Nossa garra é de um dia ter, isso, nosso objetivo faz a força, segura a fé e guia o destino do ansioso. O movimento, geralmente é esse, quando se quer, surge vontade de lugar nenhum, e lá estamos de joelhos ao chão, esperando, pedindo, agradecendo pelo senso de futuro. Ta aí que mesmo assim, ainda é preciso o impulso de inicio, sem este, nada se conclui, ou ao menos se inicia, pois os carros quebrados de tanque cheio, ainda são carros quebrados.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

cada qual, frio, em seu canto só

É meu caro, somos agora você e eu, sim, sozinhos neste breu que prende os olhos a um brilho falso, uma mera ilusão de vida e felicidade, uma história que não é nossa, crença que se desfaz com a desatenção alheia, falta que acontece vez em sempre, só aqui somos o que queríamos ser, cara e coroa, uma coroa velha, de amadurecimento esquecido. É..só hoje sei que as rugas são a perda que tive de todo o tempo em que escolhi a luz da tela à luz da lua. Foi assim, apenas dois, você e eu, aparelho desumano, não tem braços, boca, nem ao menos calor, com essa ligação fria, sem troca, somos agora dois, cada qual frio só, em seu canto só.