quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

(...)  União de certezas e pensamentos     
A certeza de um ombro diante de tardes
Certeza de cura sem dores
Ou dores sem cura

O inesperado acontecido traz essa energia
A dois seres de semelhantes almas
As vezes opostas formas de viver a vida
As vezes apenas ângulos divergentes disso acontecer

Sei que o amor é o ar que ultrapassa
A inexistência do próprio se fazer
Há apenas duas necessidades
Um eu, junto a um você.



domingo, 27 de novembro de 2011

Que vontade daquele chinelão veio surrado, do bermudão, de sentar no colo aquele violão e esquecer do dia que esta passando devagar, sem me importar com o mundo inteiro, deixando até de ganhar dinheiro.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O acaso é o destino, desune unindo as pessoas..

Esse acaso de peripécias infames
que separa o direito dos seres
de fazerem juntos alternos planos
separou-nos apenas por datas
que exigiam singularidade da face
percebemos no medo o encanto
e fizemos do laço irmandade
prosseguimos em meio dos tantos
permanecei a vontade ao futuro
se hoje estamos unidos
só fruto do passado
o futuro permaneça bem-vindo
a um espaço pra ti ao meu lado

terça-feira, 15 de novembro de 2011

(...)Grande prazer a existência
      Mantemo-nos de joelhos descalços
      Perdemos orgulho em olhares
      Forçamos o chão dos concretos,
      Não pesam transformados em mares.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Às descrenças sem fundamento.

Nenhum de nós soube explicar a fé, no real sentido da palavra. Testá-la fácil, mantê-la necessário, recusá-la, fim.

domingo, 23 de outubro de 2011

Percebe como tudo muda, quando pequeno eu arrumava as coisas na mesa, tinha uma bela maleta lustrada, colocava papéis ali em seu interior e carregava com um orgulho, sonhando em ter uma grande empresa, uma vida grande, um dinheiro grande. Hoje eu carrego uma maleta cheia de papéis que tiram meu sono, dinheiro que pareçe não render, e uma vida vazia. Só o que eu quero é uma mudança a mais, uma maleta com um violão dentro, dinheiro apenas para sobreviver e uma vida humilde, sem carros, empresas, apenas, a certeza do sol se por ao amanhecer.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Tu te amarras em teu ego, e o que sobra desta corda, derruba teus anseios.

Carros quebrados

Nossa garra é de um dia ter, isso, nosso objetivo faz a força, segura a fé e guia o destino do ansioso. O movimento, geralmente é esse, quando se quer, surge vontade de lugar nenhum, e lá estamos de joelhos ao chão, esperando, pedindo, agradecendo pelo senso de futuro. Ta aí que mesmo assim, ainda é preciso o impulso de inicio, sem este, nada se conclui, ou ao menos se inicia, pois os carros quebrados de tanque cheio, ainda são carros quebrados.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

cada qual, frio, em seu canto só

É meu caro, somos agora você e eu, sim, sozinhos neste breu que prende os olhos a um brilho falso, uma mera ilusão de vida e felicidade, uma história que não é nossa, crença que se desfaz com a desatenção alheia, falta que acontece vez em sempre, só aqui somos o que queríamos ser, cara e coroa, uma coroa velha, de amadurecimento esquecido. É..só hoje sei que as rugas são a perda que tive de todo o tempo em que escolhi a luz da tela à luz da lua. Foi assim, apenas dois, você e eu, aparelho desumano, não tem braços, boca, nem ao menos calor, com essa ligação fria, sem troca, somos agora dois, cada qual frio só, em seu canto só.